Você sabe qual é a perspectiva de Jesus para a multidão? Existe algo de tão notável em Jesus que mexe profundamente com o meu coração: Jesus não apenas fez boas obras quando andou pela terra a pregar o evangelho do reino, mas ele notou a multidão e compadeceu-se dela. Jesus não via as pessoas apenas como um aglomerado de gente sem nome, sem história e sem drama. Ele as percebia como ovelhas que não têm pastor, aflitas e exaustas.

Jesus enxerga a multidão por todos os lados, de todos os ângulos e perspectivas. O seu olhar é apurado, intenso e sobrenatural. Confesso que muitas vezes só vejo um aglomerado de pessoas. E só de imaginar já me sinto sufocada, quase em claustrofobia. Mas Jesus, além de perceber, se envolve, se compadece, se importa. Ele sente compaixão. Como ele consegue fazer isso? Como podemos seguir o seu exemplo? Como nós podemos ter a mesma perspectiva de Jesus?

“E percorria Jesus todas as cidades e povoados, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino e curando toda sorte de doenças e enfermidades. Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas que não têm pastor. E, então, se dirigiu a seus discípulos: A seara, na verdade é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para sua seara.” Mateus 9.35-38

“Depois disso, Jesus passou por todas as cidades e vilas da região. Ele ensinava nas sinagogas, onde o povo costumava se reunir, apresentando as notícias do Reino, curando os corpos doentes e restaurando vidas marcadas pelo sofrimento. Ver as multidões diante de si lhe fazia doer o coração. O povo estava confuso e sem rumo, eram como ovelhas sem pastor. “Que grande colheita temos aqui”,  disse aos discípulos, “mas tão poucos trabalhadores! Ajoelhem-se e orem, pedindo mais trabalhadores.” Mateus 9.35-38 (A Mensagem)

Você já observou um campo de futebol lotado de pessoas a esperar pelo início do jogo? Ou quem sabe uma festa popular onde tanta gente espera pela show? Mudemos agora o cenário e pensemos em milhares de pessoas passando fome na África, esperando a comida chegar para aliviar um pouco da fome. Eles se debatem a procura de uma porção de alimento. Imagine então, tantos refugiados que descem dos barcos a espera de uma nova história e de um novo tempo, assolados pelas dores e pelas perdas. O que todas essas imagens têm em comum? O que elas nos fazem pensar? Todas elas nos remetem a multidão ESPERANDO por um milagre. ESPERANDO POR ESPERANÇA. E essa é a perspectiva de Jesus.

Alguns de nós podemos ver apenas um aglomerado, uma massa, um agrupamento, um ajuntamento. Mas Jesus viu pessoas sem rumo que precisavam de uma voz, que precisavam de uma direção. Que precisavam de um pastor. E não podemos dizer que as pessoas continuam a buscar pelas mesmas coisas? Eu não sei quanto a você, mas eu já me senti assim: perdida! Sem rumo! Sem direção! Sem saber que decisão tomar na vida ou que caminho seguir. Mas existe um pastor, tanto para mim, como para você. Existe um Pastor Supremo que se compadece da multidão. Sim, existe um pastor para a multidão. Ele mesmo nos prometeu que irá buscar as suas ovelhas perdidas.

“Porque assim diz o Senhor Deus: Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e a buscarei. Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas e as farei repousar, diz o Senhor Deus. A perdida buscarei, a desgarrada tornarei a trazer, a quebrada ligarei e a enferma fortalecerei… apascentá-las-ei com justiça. Ezequiel 34.11,15-16

Então, ao ver a multidão e após sentir compaixão por ela, Jesus ensinou ao seus discípulos qual seria o nosso dever. Jesus ressaltou: “A seara, é grande, poucos são os trabalhadores, rogai ao Senhor da seara que envie trabalhadores para sua seara”. A mensagem dada aos discípulos concluía que havia muito a ser feito, e poucos que o fizessem. Mas que apenas o Senhor da seara poderia dispor de mais trabalhadores para realizar a tarefa de colher. E o segredo para mais trabalhadores é rogar ao Senhor da seara pela disponibilidades de mais obreiros.

Que hoje possamos olhar a multidão em qualquer lugar pela perspectiva de Jesus. Que hoje a nossa oração seja a que Ele ensinou: Pai de amor e Senhor da seara, rogamos para que envie, para que levante mais trabalhadores para sua seara, mais obreiros para missões, mais evangelistas, pastores e lideres. Mais homens e mulheres segundo o teu coração, comprometidos com a tua obra e com o IDE de Jesus.

Nayla Cintra

Nascida em Mato Grosso, Nayla é missionária em tempo integral desde 2011, tendo já servido durante 4 anos na JOCUM (Jovens Com Uma Missão) e quase 2 anos como missionária intercessora no FHOP (Florianópolis House of Prayer). Atualmente dedica uma parte do seu tempo para ensinar artes para crianças em uma ONG em Florianópolis e outra parte do tempo para trabalhar com justiça social, com foco em tráfico humano. Nayla carrega um coração para pessoas em situação de vulnerabilidade social, ama o mundo artístico e criativo, é apaixonada por missões, mas tem como maior desejo ver o nome de Jesus sendo conhecido entre todos os povos e tribos da Terra.
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